domingo, março 25, 2007

Você não deu certo? E agora?



Nós ainda vamos todos dar certo! Principalmente se olharmos isso como extraordinárias oportunidades para novos empreendimentos e realizações, e com o ângulo da boa rebeldia, jamais da resignação.

Por José Luiz Tejon

Vivemos a "certocracia". Trata-se de um novo sistema sócio-político, onde as coisas só acontecem para quem deu certo. Você precisa dar certo na vida! E o que é isso exatamente? Representa ter carros novos, roupas modernas, jóias de grife. Envolve também freqüentar lugares "badalados". Ou seja, lugares que não são tão importantes assim por existirem, mas muito significativos por que você fala que esteve lá, no dia seguinte, para seus amigos... E inimigos.

Vivemos o planeta das marcas. Marcas famosas, dos produtos, dos serviços... Você praticamente não existiria se não fosse a marca daquela motocicleta maravilhosa que representa a liberdade. Liberdade não está em você, está na moto que você usa! Existe gente que ganha dinheiro por reunir outra gente que ficou famosa, e levá-los até a sua loja, o seu bar, a sua livraria.


Dar certo, também significa ficar conhecido, famoso. Você precisa ser entrevistado no Jô! Imagine o que significa para um ser humano não ser entrevistado no Jô? Vira um cidadão normal. E normal significa qualquer um. E, simplesmente você não pode ser - somente: MAIS UM!

Agora imagine só, que para ter acesso à "Certolândia", o país dos que dão certo, você precisa descobrir o mapa da mina. O mais árduo, difícil e incerto de todos é o espinhoso caminho da ética. Alguns heróis conseguem. São dotados de talento especial, conseguem estudar seriamente alguma área de especialização, são bem articulados na comunicação, recebem bom reforço de auto-estima na infância, provocam situações, aproveitam oportunidades, etc.

Outros desejam perseguir atalhos para a "Certolândia". Gente de classe média, gente rica..., muitas vezes, buscam formas de ganhar dinheiro com os crimes do "colarinho branco". Vendem, mas não entregam, participam de subornos, chantagens, negócios na contravenção.... Pequenos deslizes!

Na grande base dos que ficam olhando para os "certolandeses" (habitantes do país dos que dão certo), e almejam chegar lá, existe a multidão da "galera". Uma parcela desse pessoal (e, crescendo...), logo cedo, desenvolve o seguinte raciocínio: "mais valem três anos de leão do que 30 de rato". E, partem para o crime?. A moeda de troca? Simplesmente a própria vida. Ciclo de vida cada vez mais curto. Matam e são mortos cada vez mais cedo.

Mas fazem de tudo para "dar certo". Sentir o gostinho da "Certolândia", e desfrutar da "certocracia". Pela força bruta, ao preço da ignorância cor de sangue. Outra parte da multidão da "galera", espera ardentemente pelo "salvador da pátria", que os tire do lugar comum, e os leve ao paraíso prometido.

Enquanto isso se apinham bravamente nas lotações e trens todo dia, fazem bicos no final de semana, degustam do mundo que dá certo através da TV e suas novelas modeladoras do novo ?design? Do cérebro nacional, e morrem de medo, a cada dia, vendo "Cidade Alerta" e os crimes "on-line".

O que significa esse "você deu certo" ? O que tem a ver sair na capa da revista com o sentido da felicidade? Tudo e nada! Tudo na nossa sociedade consumidora de "eus". Na geração da "eucorrência" ? Que significa: seu maior concorrente não está do lado de fora, está do lado de dentro.

É a imensa batalha que travamos cada um de nós, conosco mesmos, para a busca de um re-significado de viver. Ou nada, pois está evidente que este modelo sócio, político e econômico do país da "certolândia", não é o caminho da nossa evolução e felicidade.

O cientista Italiano Pareto, no começo do século passado, já descobriu que apenas 20% dos agentes (das pessoas) resultam em 80% de tudo o que acontece. O que faremos nós, os que estamos no lado dos 80% da humanidade que gera apenas e tão somente 20% dos resultados? Ou descobrimos um novo padrão para o que é "dar certo na vida", ou estamos todos condenados à desgraça coletiva.

Nós ainda vamos todos dar certo! Principalmente se olharmos isso como extraordinárias oportunidades para novos empreendimentos e realizações, e com o ângulo da boa rebeldia, jamais da resignação.


Esse texto, quando eu li, mostrou um caminho para onde eu deveria seguir. Hoje estou perdida em pensamentos vagos sem sentindo, sem saber como seguir. Mas sei que encontrarei o caminho certo...

2 comentários

Lluana disse...

Oi amiga como vai vc???? qto tempo né?? Pois é esse texto diz muitoo da vida real..principalmente em querer dizer aos inimigos o qto sua vida esta badalada né???
Muitos hj acham que dar certo é entrar no Big Brother...rs*
beijoss

Lu disse...

Oi amiga...espero que todos nós um dia encontramos o lado certo de todas as coisas, profissional, pessoal, financeiro...
beijão

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