quarta-feira, outubro 14, 2009

A falta de criatividade musical da geração 2000


Outro dia eu estava pensando comigo mesma sobre as músicas de antigamente. Quando vejo os comerciais de tv, novelas, seriados e até filmes usando regravações dos anos 60, 70 e 80, começo a acreditar que estamos passando por uma época de falta de inspiração (e criatividade) total.

Os anos 80 foram péssimos para a moda, isso todo mundo sabe. Mas musicalmente falando foi uma época gloriosa, não só para os brasileiros, como internacionalmente. Exemplo esse é que a maior parte da coletânea musical daquela época, nacional e internacional, está sendo regravada pela garotada de hoje em dia. Que podemos chamar de artistas "não-inspirativos".

Estamos em uma simbiose louca por coisas novas. Com a tecnologia "internética" a mil por hora, as barreiras mundiais caindo a cada dia, parece que a criatividade está sendo derrubada juntamente com ela. Não vejo mais bandas de rock sendo intuitivas e modernas, não vejo cantores de MPB tendo criações que mudam a opinião de seus fãs. Não vejo mais coisas que ocorriam, principalmente desde dos anos 60 para cá.


Parece que a criatividade musical se estacionou no final dos anos 80 e de lá para cá a única coisa que esse povo da geração 2000 sabe fazer é copiar velhos sucessos ao invés de criar os seus próprios. Quando falo que não criam, não classifico as crias de melodias e letras, usada na maioria das vezes em pobres e medíocres canções dos raps e funks brasileiros. Até nisso eles tem morrido. Os funks dos anos 80 eram muitos mais criativos e realistas do que hoje em dia, que parecem só fazer apologia a bunda e ao sexo.

Vemos músicas do Raul, Lulu Santos, Tom Jobim, Tim Maia e tantos outros ganharem nova roupagem. Mas tudo isso não passa de mera cópia, ao meu ver. Não vejo pessoas criando e elaborando coisas novas. Nos anos 80 tínhamos Legião, com Renato Russo rompendo barreiras e quebrando tabus. Tínhamos alegria com as letras irreverentes de Leo Jaime, Blitz, Kid Abelha, Cazuza, entre outros. E os internacionais como Michael Jackson, Rick Astley, AC/DC, Rolling Stones, Pet Shop Boys, Billy Idol e muitos outros.



Essa semana parei para prestar atenção na televisão e me deparei com milhares de regravações, em comerciais, novela, etc. Mariah Carey saiu com a balada de Foreigner, I Want To Know What Love Is, de 1984. A novela Viver a Vida jogou no ar a espetacular You Were Here, de 1975, da banda Pink Floyd. E isso tem sido assim nos últimos 10 anos, pelo menos.

No comercial de O Boticário e na novela Caras & Bocas o hit dos anos 70 de Minnie Riperton, Loving You, toca a todo o momento até cansar. E fico pensando... Porque a galera da geração 2000 não cria coisas assim?

Juro... Ando sentindo falta de criações como: Pais e Filhos (Legião), Há tempos (Legião), A fórmula do amor (Leo Jaime), Bete Balanço (Leo Jaime), Tempos Modernos (Lulu Santos), Alegria Alegria (Caetano), Lágrimas e Chuvas (Kid Abelha), entre tantas outras... Acho que esse povo tá precisando de um chacoalhão para acordar!



Como fazem falta os anos de ouro da música mundial!

2 comentários

Pablo Arend disse...

sabe, as vezes eu também paro pra pensar...mas o erro não só dos "criacionistas"...as vezes acho que o erro é um pouco nosso...pois compramos o que a midia vende...pra eles é só dinheiro...acho que nos acomodamos com a idéia de que "vai mudar", "sempre muda", mas não fizemos nada para ajudar essa mudança meio que cultural, se é que podemos julgar como cultural algumas composições da atualidade...esses dias estava ouvindo a rádio no carro e me sai o refrão de uma música..."nós vamos botar fogo na caixa d'agua" um negócio assim...eu só pude dar risada, ai fico me perguntando como isso vende?
Mas somos nós...nós que ajudamos a vender...quando achamos engraçado, quando achamos legal e passamos a idéia a diante...e quando não temos o controle do que ouvimos ou assistimos...apenas sentamos na frente da televisão apertamos o botão e esperamos o final do dia passar até chegar a hora de dormir e acordar no outro dia...para repetirmos a mesma...é a freqüência do uso que cria o vicio de consumir...

Ana Magal disse...

Pablo, antes de tudo, obrigada pela visita. Olha sem dúvida seu comentário foi um dos mais produtivos e realistas que já li aqui.

Gosto de ver as pessoas debatendo sobre um assunto nesses termos, expondo o que pensa de forma clara. Adorei.

Concordo com vc, nós somos culpados. Apesar de que ultimamente nem rindo desses refrões eu ando, fico é assustada mesmo.

Voltei sempre! Favoritei seus links para visita-lo depois com calma!

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